quinta-feira, janeiro 18, 2007

History just like His (love) story

Alguns poderiam chamar de "Máquina do Tempo". Eu chamo de "Livro de História 3D".

A idéia inicial era realmente ter feito uma máquina que me fizesse experimentar a vida através das eras, mas depois de ter trabalhado tanto tempo nesse dispositivo, tudo o que consegui foi alterar minha estrutura, capacitando-me atravessar para onde desejar.

Infelizmente, onde quer que eu salte, mantenho meu estado, mesmo quando me desligo do aparelho. Já até experimentei desligar o dito cujo e tudo o que consegui foi ser arremessado para o ponto de onde parti. Não dá para interagir com nada, mas é até legalzinho ver o passado, o futuro ou mesmo o presente em algum outro lugar. A única coisa ruim é que, para voltar a interagir com o mundo, tenho que voltar ao ponto de onde parti. Acredito que estou preso na minha "linha oficial" do tempo.

Percebi que assim como não posso mudar o passado, também não posso mudar o futuro. Toda ação é inédita. Não existe um recomeço. A nova chance é tão nova e diferente quanto a anterior – algo que eu já tinha percebido quando recomecei a namorar Anna "do zero" – só conheço o caminho percorrido e os botões que já apertei, assim como as cicatrizes que ganhei.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Quem Controlará os Controladores?

Requintes de crueldade é um jargão bastante comum para designar a execução em que o autor pratica um crime impondo sofrimento ou sujeitando a vítima à humilhação desnecessária.

Como exemplo, imaginemos que alguém invada a moradia de uma pessoa de conduta duvidosa com o propósito de praticar justiça com as próprias mãos. Convencido de que já está condenado, pede que seja executado por meio de fuzilamento – uma morte digna para um soldado que cai nas mãos do inimigo –, mas lhe é negado. Então o carrasco prossegue com seu teatro de "justiça" e o executa de forma que na morte seja ofendido e humilhado, morrendo como um traidor, através da forca.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O Problema e a Solução do Brasil e do Mundo

Na próxima eleição já sei em quem votar: no editor-chefe da Veja. Ele soluções para tudo: violência, crime e problemas ambientais. Será que ele é parente de Jack Bauer?

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Baby, I'm just moving on

A Internet tem sido um campo fértil para empresas ganharem dinheiro de outras empresas oferecendo serviços gratuitos para nós, consumidores*, no intuito de, basicamente, transformar-nos em "outdoors" ou expor-nos à propaganda.

No Brasil, mesmo oferecendo serviço gratuito, essas empresas são civilmente responsáveis, ainda quando aceitamos termos e contratos com cláusulas que afirmem o contrário. E ao que não tem dinheiro sobrando para cassar essas cláusulas leoninas ao redor do planeta o que resta?

A Revolução Industrial ocorreu no século XVII e os primeiros movimentos envolvendo consumidores se deram apenas no fim do século XIX. A Revolução Virtual iniciada na última década percorrerá o mesmo caminho?

Os primeiros movimentos foram bastante tímidos. Eram movimentos de opinião. Num paralelo com o presente, limitava-se em dizer coisas do tipo: "gosto da empresa Protopage, que oferece um excelente serviço que me serve muito bem" ou "não gosto da empresa CJB, que oferece um serviço limitado e custa tolerar banners inconvenientes e desproporcionais".

Era um período de auto-regulamentação, quando as empresas começaram a perceber que, além do produto competitivo, precisavam preocupar-se com a opinião do consumidor, enquanto este dizia coisas que, aos dias de hoje, seriam algo como: "quem usa o link http://skopein.cjb.net troque por http://www.protopage.com/skopein antes que seja desativado".

Às vezes, ao tentar ver o mundo de outra forma, só conseguimos enxergar o passado.


*Nem acredito que estou defendendo consumidores.

domingo, janeiro 07, 2007

Exceção de Incompetência Territorial

Sem o mínimo constrangimento a consumidora gritava "eu conheço os meus direitos". A situação em que ela se encontrava era bastante confortável: já tinha feito excelentes acordos no Juizado do Consumidor e era notório que aquela lojinha não tinha um escritório de advogados que a fizesse mofar por meses entre recursos e embargos. Conhecia o caminho das pedras. Seriam duas audiências, no máximo. Isso se a gerente não fizesse uma boa proposta ali mesmo, o que parecia bem provável acontecer.

Contudo, como fazer valer o direito brasileiro num mundo globalizado? Sorry, mi chiquitito. Pior, como fazer valer o direito local, estando, nós mesmos, afastados centenas de quilômetros do país onde ocorreu a lesão senão contratando um defensor daquele lugar? A verdade é que, para a grande maioria da população mundial, "O Direito" é algo que beira o intangível.

Um bom exemplo disso foram os casos de indenizações do acidente do Fokker da Tam: quem tinha condições econômicas para processar as fabricantes do reverso da turbina, as empresas americanas Northrop e Teleflex – 65 das 99 famílias das vítimas –, foram para a Justiça americana e conseguiram indenizações entre US$ 500 mil (R$ 1 milhão) e US$ 1,5 milhão (R$ 3,2 milhões); os demais – as outras 34 famílias – fizeram acordo com a TAM receberam cerca de US$ 145 mil (R$ 310 mil) cada uma. (Fonte: Isto É)

Fugindo da discussão se a Justiça é ou não universal, o Direito é, eminentemente, local. Mesmo as convenções internacionais, para tornarem-se eficazes em cada país ratificador, devem ser transformadas em lei local. Respeitar essa soberania jurídica num mundo virtual sem fronteiras tem sido um grande exercício de abstração. Afinal de contas, aonde ocorreu a lesão? Em que lugar do planeta o servidor está instalado? Existe a mesma proteção legal naquele local para que se possa dizer que houve "infração"?

O direito brasileiro tem uma solução pouco eficiente para "hoje": o local da última ação ou omissão no Brasil. Isso, na grande maioria das vezes, não nos atende mesmo quando se trata de um infrator nacional. E quando o infrator é um chinês com um IP registrado por uma empresa alemã e com um servidor rodando em Papua-Nova Guiné?

O Tribunal Penal Internacional tem uma esfera de ação muito reduzida e não existe um Tribunal Civil Internacional. O que existe é uma grande lacuna nessa terra virtual, onde o caos só não impera porque a grande maioria dos usuários tem bom senso.

domingo, dezembro 31, 2006

Filosofia dos 5S - Versão 2007

Saúde
Sossego
Sucesso
Segurança
Satisfação

sábado, dezembro 30, 2006

Compra-se Clone

Qualquer um poderia fazer aquelas tarefas.
Não era um conhecimento tão profundo nem tão particular.
Já fazia um tempo que delegara quase tudo (ou tudo) que fazia ali.
Mas bastou ausentar-se...
Que cada especialista, na sua especialidade, avacalhava o serviço de outro;
Que cada especialista defendia seu trabalho, "o problema é em outro lugar";
Que faltou pouco para o circo pegar fogo, mas não faltou fogo para cuspir nos danados.
E se se ausentasse por um pouco mais, teria condição de limpar toda sujeira?
Não custará a chegar essa hora. Num calafrio sentia apreensão.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Incongruência

Um monte de gente diz que eu sou muito inteligente.

Não o suficiente para passar numa porcaria de concurso.

Bela droga... Desculpa aí, mas cansa essa vidinha.